
Sobre

Viva,
Chamo-me João Pestana, sou Licenciado em Psicologia Clínica e Especialista em Psicologia Clínica da Saúde reconhecido pela Ordem dos Psicólogos Portugueses, sou membro da Association for Comprehensive Energy Psychology e da European Society for Trauma and Dissociation.
O nome Método Pestana identifica o meu percurso profissional — a forma como tenho vindo a integrar, ao longo de mais de duas décadas de trabalho clínico, a prática clínica em Psicologia com a atividade formativa que desenvolvo noutras áreas do meu interesse pessoal e profissional. Assenta numa abordagem colaborativa, em parceria com quem me procura, seja em contexto de consulta clínica ou de formação.
Desde cedo que, durante o meu percurso académico, despertei para a ligação entre corpo e mente — um campo hoje estudado pela psiconeuroimunologia e pela abordagem biopsicossocial em saúde. Este interesse culminou na minha monografia de final de curso, intitulada “O Papel do Bem-Estar Espiritual na Qualidade de Vida do Doente Oncológico em Quimioterapia”, que deu origem a um artigo científico publicado na Revista Cons-Ciências da Universidade Fernando Pessoa.
Este trabalho aprofundou a minha compreensão de como o stress emocional crónico contribui significativamente para o desenvolvimento e recorrência de diversas condições físicas e psicológicas.

Após concluir a licenciatura em Psicologia Clínica em 2006, dediquei mais de uma década ao trabalho na Associação Oncológica do Algarve, onde acompanhei muitas pessoas — doentes oncológicos, familiares e profissionais de saúde — em situações de profundo sofrimento emocional. Esta experiência intensa reforçou a minha convicção sobre:
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o impacto profundo das emoções nos processos de desenvolvimento e recorrência de doença, bem como na recuperação e manutenção da saúde;
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a ligação bidirecional entre dor emocional crónica (trauma) e o desenvolvimento e reincidência de doenças físicas e psicológicas;
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a importância de complementar as abordagens convencionais com intervenções capazes de intervir na dimensão emocional e corporal do sofrimento.
Este contacto direto com a realidade extrema do sofrimento humano marcou um ponto de viragem na minha carreira, impulsionando-me a explorar áreas complementares à prática clínica convencional, nomeadamente o EFT (Emotional Freedom Techniques) e a Medicina Energética. Reconheço que a evidência científica nestas áreas complementares é ainda limitada e está em desenvolvimento — e é precisamente por isso que mantenho estas duas dimensões do meu trabalho separadas, a clínica e a formativa.
Para além da prática clínica, sou formador em Medicina Energética Eden (Eden Method), tendo traduzido para português o livro Medicina Energética: um manual para equilibrar as energias do corpo e viver com mais saúde e alegria, de Donna Eden e David Feinstein (Editora Nascente).
Sou também fundador e diretor da Academia Método Pestana, onde concebo e coordeno programas formativos inovadores direcionados a profissionais de saúde e ao público em geral, em formatos presencial e online.

Se sente que está num momento da sua vida em que precisa de recuperar o equilíbrio, ultrapassar desafios de saúde ou trazer mais energia e sentido à sua vida, o Método Pestana pode ser um apoio seguro e transformador.
Será um privilégio acompanhá-lo nesta jornada, seja em consulta clínica ou em contexto formativo
João Pestana
O Problema
A Saúde Precisa de Mais do que Falar e Medicar

Apesar de décadas de investimento em políticas, investigação e tecnologia, a saúde física e psicológica da população ocidental enfrenta desafios crescentes, As doenças crónicas aumentam, os problemas emocionais persistem, e há um reconhecimento crescente, dentro da própria comunidade científica, de que os modelos de intervenção precisam de evoluir.
Muitos são os factores que estão na origem deste fenómeno, uns mais positivos (aumento da esperança média de vida) do que outros (poluição atmosférica, sedentarismo, dieta e stress crónico). No entanto, nenhum destes factores contribuirá tanto para a manutenção deste problema, de forma indirecta, quanto o modelo que continua a dominar as políticas de saúde: o chamado modelo biomédico.
O modelo biomédico continua a dominar a medicina e a psicologia contemporâneas. Este paradigma vê o ser humano como um conjunto de peças separadas, ignorando a complexa interação entre corpo, mente e emoções. Apesar de reconhecido como cientificamente desatualizado, ainda é ensinado nas universidades e influencia políticas de saúde, com consequências importantes para a qualidade de vida das pessoas.
É inegável que o modelo biomédico trouxe avanços importantes, permitindo tratar infeções e prolongar vidas. No entanto, esses ganhos vieram acompanhados de custos significativos para a qualidade de vida e o bem-estar físico e psicológico dos pacientes.
O maior falhanço deste paradigma é evidente quando olhamos para a saúde mental.
Desde 1977, com o trabalho pioneiro de George Engel, a medicina e a psicologia académicas reconhecem formalmente o modelo biopsicossocial — que considera a saúde e a doença como resultado da interação entre fatores biológicos, psicológicos e sociais — como uma evolução necessária face ao modelo puramente biomédico, que trata o corpo como um conjunto de sistemas isolados. Este modelo biopsicossocial é hoje ensinado nas faculdades de medicina e psicologia e reconhecido, em princípio, pela Organização Mundial de Saúde.
O desafio real, na minha experiência clínica, não é a falta de um modelo científico melhor — é a distância entre o que a ciência já reconhece (a interligação entre corpo, mente e contexto social) e a forma como os cuidados de saúde continuam, na prática, organizados de forma fragmentada.
Da Teoria à Prática: Onde Encontro o Meu Caminho
Se a ciência já reconhece a interligação entre corpo, mente e emoções, a pergunta que sempre me guiou foi: como aplicar isto, na prática, de forma concreta, acessível e coerente com a evidência disponível?
Ao longo da minha prática clínica na Associação Oncológica do Algarve, e da minha formação contínua, este interesse levou-me a estudar duas dimensões do meu trabalho que mantenho hoje claramente distintas:
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A minha prática clínica em Psicologia, onde utilizo abordagens reconhecidas e validadas cientificamente, dentro do enquadramento biopsicossocial acima descrito.
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A minha atividade formativa complementar, onde exploro, com profissionais de saúde e o público em geral, áreas emergentes como o EFT e a Medicina Energética — sempre apresentadas como isso mesmo: complementares, formativas, e com evidência científica ainda em desenvolvimento, nunca como substituto de intervenção clínica validada.
Acredito, como profissional de psicologia, que faz parte da nossa responsabilidade contribuir para o desenvolvimento contínuo da disciplina — o que implica manter-nos abertos ao estudo de abordagens emergentes, mesmo quando surgem de campos menos tradicionais. Essa abertura, no entanto, tem de vir sempre acompanhada de rigor e transparência sobre o que está, e o que não está, cientificamente estabelecido.
Prática Clínica e Formação Complementar
Duas Áreas do Meu Trabalho, Um Percurso Coerente
O meu percurso profissional assenta em dois campos do saber que, na minha experiência pessoal, se complementam: a Psicologia Clínica da Saúde — de base científica estabelecida — e a Medicina Energética, um campo emergente que integro na minha atividade formativa.
A Medicina Energética propõe a existência de sistemas energéticos subtis no organismo humano, com origem em tradições orientais milenares. Esta é, importa dizê-lo, uma proposta teórica que a ciência ocidental ainda não validou — e é precisamente por isso que a apresento como um campo de formação e exploração, e não como fundamento da minha prática clínica.
A confluência que me interessa não é a fusão destes dois campos numa única "verdade", mas a possibilidade de, com total transparência sobre o que cada um pode oferecer, colocá-los à disposição de quem os procura — a prática clínica para quem procura intervenção psicológica validada, a formação complementar para quem tem curiosidade por explorar, de forma informada, outras abordagens ao bem-estar.
Ao nível do tratamento do sofrimento psicológico, a psicoterapia e, quando indicada, a medicação prescrita por um médico continuam a ser os pilares fundamentais da intervenção em saúde mental. No entanto, limitar a intervenção terapêutica em saúde mental a estas duas vias representa, para mim, uma visão incompleta e redutora da natureza humana e da forma como o nosso corpo e mente realmente funcionam e interagem com o ambiente.
Através da Academia Método Pestana, tenho desenvolvido formação em Medicina Energética e EFT — uma abordagem psicossensorial que trabalha com o corpo e o sistema nervoso de forma mais direta, e cuja investigação científica, embora ainda limitada em volume, tem vindo a crescer nos últimos anos.
É importante ser claro: apresento o EFT e a Medicina Energética como um campo de formação e exploração pessoal, nunca como substituto de psicoterapia ou acompanhamento médico. Quem procura a minha prática clínica recebe intervenção baseada em evidência científica estabelecida; quem procura a Academia Método Pestana encontra formação transparente sobre uma área complementar e em desenvolvimento.

Visão
Ao longo do tempo, fui percebendo que vivemos numa sociedade que nos ensina a confiar mais no que vem de fora do que na sabedoria que habita dentro de nós. Também eu, durante muito tempo, procurei respostas fora — até perceber que o corpo e a mente têm uma capacidade natural de autorregulação, de regeneração, de reencontro com o equilíbrio. E que essa sabedoria interna merece ser escutada.
Comecei a ver o ser humano não como uma máquina, mas como um sistema vivo, energético e profundamente interligado. E quanto mais integrava esta visão na minha vida pessoal e profissional, mais fazia sentido para mim — e para quem me rodeava.
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Hoje, vejo cada vez mais pessoas a sentirem esse mesmo apelo de olharem para além da matéria física.
Pessoas que não se contentam com soluções superficiais. Que querem cuidar de si de forma mais natural, mais consciente, mais alinhada com quem realmente são.
Pessoas que, em vez de esperarem por um mundo melhor, o constroem com pequenos gestos diários — com presença, com intenção e energia positiva.
Acredito num mundo onde cada um assume o seu poder pessoal e cuida da sua saúde — física, emocional, mental e energética. Um mundo onde o cuidado começa dentro de nós e se estende às nossas relações, às comunidades e ao planeta. Um mundo mais vivo, mais saudável, mais humano.
Esta visão pessoal orienta o meu interesse por áreas complementares como a Medicina Energética — mas não substitui, nem pretende substituir, o rigor científico que aplico na minha prática clínica.
